Matiz

Por que o Vocativo mudou o nome de suas editorias

Embora funcionais, antigos nomes não traduziam com precisão o olhar jornalístico do Vocativo nem a lógica que orienta suas reportagens

Manaus, 14 de dezembro de 2025 – O Vocativo mudou suas editorias, e vale explicar o motivo. O jornalismo não é algo estático: ele precisa se revisar, se atualizar e, principalmente, nomear melhor aquilo que observa. Com o tempo, ficou claro que algumas categorias já não davam conta da complexidade dos temas tratados pelo site. Não porque estivessem erradas, mas porque já não expressavam com precisão o que vinha sendo produzido.

Essa reorganização parte de uma convicção simples: nomes importam. Eles ajudam o leitor a entender o olhar do site, a lógica da cobertura e a identidade editorial por trás de cada reportagem. Mais do que criar rótulos, a mudança busca tornar mais transparente o que orienta o Vocativo desde o início — um jornalismo crítico, atento às estruturas de poder, aos conflitos territoriais e às consequências reais das decisões políticas sobre a vida das pessoas.

Engrenagens passa a concentrar as reportagens sobre como o poder funciona. É ali que estão as decisões políticas, os interesses econômicos, os bastidores institucionais e os mecanismos que movem o Estado e o mercado. A proposta é olhar menos para o episódio isolado e mais para as estruturas que produzem efeitos duradouros.

Território reúne as matérias que tratam do espaço como lugar de disputa. A Amazônia ocupa um papel central nessa editoria, não como cenário distante, mas como território vivo, atravessado por conflitos ambientais, projetos econômicos, pressões políticas e formas de resistência. Aqui, o foco está no impacto concreto dessas disputas sobre o meio ambiente e sobre as populações que vivem nesses espaços.

Humanidades nasce da percepção de que falar de direitos humanos não é falar apenas de leis ou estatísticas, mas de vida cotidiana. Saúde pública, epidemias, desigualdade, violência, cultura, artes, memória e modos de existir passam a compartilhar o mesmo espaço editorial. A ideia é reconhecer que viver, criar e resistir também são atos políticos, e que as grandes decisões sempre se manifestam nos corpos, nas trajetórias e nas experiências humanas.

Matiz é o espaço da interpretação. É onde o Vocativo assume posição, analisa os fatos com distanciamento crítico e recusa leituras fáceis ou binárias da realidade. Opinião e editorial se encontram ali não para simplificar o mundo, mas para tensioná-lo, contextualizá-lo e provocar reflexão.

Ao reorganizar suas editorias, o Vocativo busca algo essencial para qualquer projeto jornalístico independente: identidade. Em um ambiente saturado de informações rápidas e categorias genéricas, atualizar a linguagem e o desenho editorial é uma forma de afirmar um modo próprio de ver e narrar o mundo. A mudança não é apenas uma reformulação de nomes, mas um convite ao leitor para acompanhar o site a partir de um olhar mais claro, consistente e fiel ao que ele se propõe a fazer: jornalismo que explica, questiona e não se acomoda.


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