Manaus, 18 de novembro de 2025 – A taxa de informalidade no Amazonas alcançou 51,5% no terceiro trimestre de 2025, uma das mais altas do país, segundo dados da PNAD Contínua Trimestral, divulgados pelo IBGE na última sexta-feira (14/11/2025). O percentual reflete o comportamento do mercado de trabalho no estado, que registrou 964 mil trabalhadores informais, enquanto outros indicadores apontaram melhora moderada no emprego e na renda.
Informalidade e fragilidades no mercado de trabalho
A taxa de 51,5% mantém o Amazonas entre os estados com maior presença de ocupações sem carteira, atrás apenas de Maranhão, Pará e Piauí. Apesar de avanços no emprego formal, o número elevado de trabalhadores informais revela desafios persistentes. O IBGE destaca que a informalidade permanece disseminada em diversas atividades econômicas e contrasta com o crescimento do emprego com carteira assinada, que chegou a 481 mil pessoas, aumento de 10,4% em relação ao mesmo período de 2024.
O estado também ampliou o contingente de pessoas ocupadas, que somou 1.872 milhão, mas parte desse avanço ocorreu em ocupações sem vínculo formal. O rendimento médio real ficou em R$ 2.608, com crescimento em ambas as comparações, mas ainda inferior à média de centros urbanos como Manaus.
Emprego, desocupação e participação da força de trabalho
A taxa de desocupação no Amazonas registrou 7,6%, queda de 0,6 ponto percentual em relação a 2024, aproximando-se do menor nível da série histórica. A população desocupada ficou em 154 mil pessoas, número estável no trimestre, mas menor no comparativo anual.
A força de trabalho alcançou 2.026 milhões de pessoas, enquanto o nível de ocupação atingiu 58,1%, crescimento contínuo nas duas comparações analisadas. Já o contingente de pessoas fora da força de trabalho recuou para 1.194 milhão, com quedas nas comparações trimestral e anual.
Entre os setores, o de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais liderou com 410 mil pessoas ocupadas e também concentrou o maior crescimento absoluto no trimestre. Em contrapartida, o comércio registrou perda de 11 mil ocupados.
Indicadores em Manaus
Em Manaus, a taxa de desocupação caiu para 9,0%, com redução expressiva frente aos 10,1% registrados em 2024. O rendimento médio real alcançou R$ 3.082, aumento de 8,0% no trimestre e de 5,9% na comparação anual.
A capital também registrou melhora nos indicadores de renda, impulsionada por avanços no emprego formal. Ainda assim, enfrenta impacto direto da informalidade estadual, que continua influenciando o conjunto do mercado de trabalho.
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