Atualizada às 19h30
A maioria dos políticos de alto escalão do Amazonas não havia se manifestado até as 10h desta terça-feira (08/07/2025) sobre a morte por agressão violenta do adolescente Fernando Vilaça, de 17 anos, ocorrida em Manaus no último dia 02 de julho, supostamente por homofobia. O deputado federal Amom Mandel (Cidadania) e o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (União Brasil) postaram sobre o assunto somente na tarde desta terça-feira (08/07/2025).
Ainda não se manifestaram sobre o ocorrido o governador Wilson Lima, o prefeito de Manaus David Almeida, o presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador David Reis, do Avante. Também não houve manifestações públicas dos três senadores que representam o Amazonas em Brasília: Eduardo Braga (MDB), Plínio Valério (PSDB), e Omar Aziz (PSD). O mesmo se aplica a sete deputados federais amazonenses atualmente em exercício: Átila Lins (PSD), Capitão Alberto Neto (PL), Sidney Leite (PSD), Adail Filho (Republicanos), Fausto Júnior (União Brasil), Pauderney Avelino (União Brasil) e Silas Câmara (Republicanos).
O caso
Fernando Vilaça foi brutalmente agredido na quarta-feira, 2 de julho, na Rua Três Poderes, bairro Gilberto Mestrinho, Zona Leste de Manaus. Ele foi internado em estado grave no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, onde faleceu no sábado, 5 de julho. A cena da agressão foi registrada em vídeo e circulou nas redes sociais. Nas imagens, Fernando aparece caído, parte do corpo sobre a calçada e a cabeça na via pública, enquanto os agressores fogem correndo.
Segundo o laudo do Instituto Médico Legal (IML), a morte foi causada por edema cerebral, traumatismo craniano, hemorragia intracraniana e ação contundente. Testemunhas afirmaram que o adolescente foi espancado após questionar um grupo de jovens — ainda não identificados — sobre o motivo de o chamarem de “viadinho”.
A única manifestação institucional até o momento partiu da Escola Estadual Jairo da Silva Rocha, onde Fernando cursava o 3º ano do ensino médio. Em publicação nas redes sociais, a direção da escola lamentou o falecimento do aluno. A falta de reação das autoridades estaduais e municipais ocorre em meio a protestos e comoção nas redes sociais, que cobram justiça e posicionamento por parte dos governantes.
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