Engrenagens Territórios

Focos ativos de queimadas no Amazonas sobem 188% em um ano

O total de focos ativos de queimada no estado em agosto de 2024 foi de 10.328, o que representa aumento de 188% em comparação ao mesmo período do ano passado, com 5.474

Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados neste domingo (01/09/2024), mostram o drástico aumento dos focos de calor no mês de agosto, em comparação ao mesmo período em 2023, em regiões da Amazônia, Cerrado e Pantanal. Na Amazônia, o número total de focos de calor atingiu a marca de 38.266, o que representa um aumento de 120% em comparação ao mesmo período em 2023.

Ainda segundo dados do programa Terra Brasilis, do Inpe, o estado do Amazonas sozinho teve aumento de 95% em focos de queimadas, passando de 7.944 em todo o ano de 2023 para 15.496 faltando ainda setembro, outubro e novembro de 2024. O total de focos ativos de queimada no estado em agosto de 2024 foi de 10.328, o que representa aumento de 188% em comparação ao mesmo período do ano passado, com 5.474.

O Pantanal teve um aumento de 3.910% nas queimadas em relação a agosto do ano passado, embora ainda não tenha superado os números de 2020, quando os focos de incêndio atingiram a marca de 5.935, em comparação aos 4.411 registrados neste ano. Enquanto o Cerrado registrou um aumento de 171% nos focos de incêndio no mês. O Estado de São Paulo teve o pior mês de agosto desde o início das medições do Inpe, em 1998, registrando 3.612 focos de calor.

Comparando o período de janeiro e agosto, 2024 foi o período com o maior número de focos acumulados na Amazônia desde 2005, totalizando 63.189. Para Thais Bannwart, porta-voz do Greenpeace Brasil, apesar do cenário de estiagem, principalmente na Região Norte, o fogo é iniciado pela ação humana.

“O fogo que vemos consumindo o país e impactando a nossa saúde é iniciada pela ação humana e, nas circunstâncias que vivemos de eventos climáticos extremos, parece estar se tornando uma estratégia barata de destruição da natureza que ainda passa impune. Os responsáveis precisam ser identificados e devidamente punidos, e a impossibilidade de acessar financiamento neste tipo de situação é uma medida que deve ser estabelecida por bancos e reguladores”, afirma Thais.


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