O Amazonas inteiro ficou em estado de seca por sete meses entre novembro de 2023 e maio de 2024, sendo 5% do território em seca extrema e 28% de seca grave. Em maio deste ano, pra se ter uma ideia, o estado liderou de forma disparada em hectares de área seca em todo o Brasil, com 1.566.287 hectares, quase o dobro do segundo colocado, o Pará, que teve 842.026 ha.
A informação foi divulgada esta semana pela Agência Nacional de Águas e saneamento básico (ANA), enquanto cresce a preocupação de que uma nova estiagem severa aconteça em alguns meses. Foi a primeira vez na série histórica, iniciada em 2022, que o estado permaneceu nessas condições por tanto tempo.

Quatro unidades da Federação registraram seca em 100% do território em maio deste ano: Acre, Amazonas, Distrito Federal e Roraima. Para percentuais acima de 99% considera-se a totalidade dos territórios com seca. Nas demais unidades da Federação que registraram área com seca, os percentuais variaram de 11% a 98%.
Apesar de tudo, há uma boa notícia: na comparação entre abril e maio, em termos de severidade da seca, houve um abrandamento do fenômeno em três dos sete estados da região Norte: Amazonas, Pará e Roraima. Já no Acre a seca se intensificou nesse período com o aumento da área com seca moderada no estado.
Nos casos do Amapá, Rondônia e Tocantins; a intensidade do fenômeno se manteve estável. Nesse cenário a área com seca extrema na região Norte como um todo caiu de 20% para 15% do total, indicando um abrandamento regional da seca. Por outro lado, o Norte teve a condição mais severa de seca do País em maio com seca extrema em 2% da região e seca grave em 15% de sua área total.
Em termos de áreas com seca, o Norte teve uma leve redução da área total com o fenômeno, que caiu de 85% para 83% entre abril e maio em virtude da diminuição da área com seca no Amapá e no Pará. Já no Acre e em Rondônia a área com o registro do fenômeno aumentou, enquanto Amazonas e Roraima se mantiveram com seca na totalidade de seus territórios e Tocantins permaneceu com seca no patamar de 98% de sua área.
Cenário nacional
Entre abril e maio, em termos de severidade da seca, houve um abrandamento do fenômeno em quatro unidades da Federação, conforme a última atualização do Monitor de Secas: Amazonas, Mato Grosso, Pará e Roraima. Já em outros três estados a seca se intensificou nesse período: Acre, Minas Gerais e São Paulo.
Em termos de severidade, a seca ficou estável em 14 unidades da Federação: Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia e Tocantins. Os estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina seguiram sem registrar o fenômeno, que deixou de ser verificado tanto em Alagoas quanto em Sergipe.
Na comparação entre abril e maio, 12 unidades da Federação registraram o aumento da área com seca: Acre, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo. Tanto no Amapá quanto no Pará houve uma diminuição da extensão da seca, que deixou de ser registrada em Alagoas e Sergipe. Em outras sete unidades da Federação, a área com o fenômeno se manteve estável: Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Roraima e Tocantins. Já a Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina seguiram livres de seca em maio.
Com base no território de cada unidade da Federação acompanhada, o Amazonas lidera a área total com seca de maio, seguido por Pará, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. No total, entre abril e maio, a área com o fenômeno aumentou de 5,68 milhões para 5,83 milhões de km², o equivalente a 68% do território brasileiro.
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