Segundo dados recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada nesta sexta-feira (19/04/2024) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Amazonas enfrenta uma séria questão de desigualdade de renda. Apenas 53% da população do estado teve algum tipo de rendimento em 2023, posicionando-o na penúltima colocação tanto em nível nacional quanto regional.
Segundo a pesquisa, o Amazonas está 11,9 pontos percentuais abaixo da média nacional e 4,8 pontos abaixo da média do Norte. Em comparação com outros estados da região, apenas o Acre apresentou uma proporção menor de residentes com rendimentos.
A análise da origem desses rendimentos mostra que 38% da população amazonense tem seu rendimento proveniente do trabalho, enquanto 20% dependem de outras fontes, como programas sociais e aposentadorias. Entre esses, os programas sociais se destacam, com o Amazonas apresentando o sexto maior percentual de domicílios beneficiados pelo Bolsa Família e pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC-LOAS) no Brasil.
O estado também lidera, juntamente com Alagoas, no recebimento de rendimentos de outros programas sociais, representando 7,3% da população. Este é um indicativo de que, apesar de um leve aumento no percentual de pessoas com rendimentos desde 2019, grande parte da população ainda depende significativamente de auxílios governamentais para sobreviver.
Ainda segundo a PNAD, o rendimento médio mensal real de todas as fontes no Amazonas cresceu de R$ 1.614,00 em 2019 para R$ 2.199,00 em 2023. No entanto, este valor ainda é baixo quando comparado a outras regiões, com o Norte apresentando um dos menores rendimentos médios mensais em comparação com outras grandes regiões do Brasil.
O levantamento também destaca que o rendimento médio mensal real dos trabalhos no Amazonas foi estimado em R$ 2.367,00 em 2023, um aumento de 9,3% desde 2019, mas ainda assim colocando o estado na quinta posição entre os sete estados da Região Norte.
Concentração de renda
O Índice de Gini, que mede a concentração de renda, mostrou um aumento na desigualdade entre 2022 e 2023, exacerbando os desafios enfrentados pelos moradores do estado em termos de equidade econômica. Seu valor varia de zero (perfeita igualdade) até um (desigualdade máxima). No caso do Amazonas, entre 2022 e 2023, observa-se maior elevação do Índice de Gini no rendimento do trabalho, onde o indicador subiu 0,013. Como resultado, o Estado fechou 2023 com o 11º maior Índice de Gini do país, no rendimento do trabalho.
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