O presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) atacou mais uma vez o sistema de urnas eletrônicas do país ao divulgar um inquérito sigiloso da Polícia Federal que, segundo ele, comprovariamm que o sistema eleitoral brasileiro é violável. A afirmação, no entanto, foi desmentida ainda na madrugada desta quinta-feira (05/08/21), pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em entrevista à rádio Jovem Pan, Bolsonaro afirmou que o hacker conseguiu obter um código-fonte das urnas e dessa maneira poderia adulterar o sistema. Em nota, o Tribunal Superior Eleitoral afirmou que o episódio de 2018 foi divulgado à época em veículos de comunicação diversos, ou seja, ele não foi segredo, apesar do inquérito ser sigiloso.
O TSE afirmou ainda que o acesso indevido, objeto de investigação, não representou qualquer risco à integridade das eleições, já que o código-fonte dos programas utilizados passou por sucessivas verificações e nada de anormal ocorreu. O tribunal afirma que o código-fonte é acessível, a todo o tempo, aos partidos políticos, à OAB, à Polícia Federal e a outras entidades que participam do processo. E que uma vez assinado digitalmente e lacrado, não existe a possibilidade de adulteração. O programa simplesmente não roda se vier a ser modificado.
Por fim, o tribunal lembra que as urnas eletrônicas jamais entram em rede. Por não serem conectadas à internet, não há como qualquer pessoa ter acesso remoto, logo, não há qualquer interferência externa no processo de votação e de apuração.
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