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Visita da Capitã Cloroquina durante segunda da Covid-19 em Manaus custou R$ 28 mil

Visita da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, durante a segunda onda da Covid-19 em Manaus custou R$ 28 mil aos cofres públicos

A visita da comitiva do Ministério da Saúde em Manaus no início de janeiro de 2021 custou cerca de R$ 28 mil aos cofres públicos, entre passagens aéreas e diárias da equipe. Na ocasião, a capital do Amazonas vivia a segunda onda da Covid-19 e estava prestes a sofrer o colapso no fornecimento de oxigênio na sua rede hospitalar.

No entanto, a equipe de médicos e servidores que acompanhava a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, estava na cidade apenas difundir o chamado “tratamento precoce”, composto por medicamentos sem eficácia contra a doença.

O detalhamento dos gastos com a equipe da médica conhecida como “Capitã Cloroquina” foi enviado pelo Ministério da Saúde à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo.

Em depoimento à CPI, no dia 25 de maio, Mayra afirmou que nunca recebeu ordens para ampliar ou incentivar o uso de hidroxicloroquina, medicamento comprovadamente sem eficácia para tratar a Covid-19. No entanto, em pronunciamento na sede do governo do Amazonas no dia 04 de janeiro, Mayra faz exatamente isso.


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