A Anistia Internacional Brasil emitiu comunicado neste domingo (11/07/21) afirmando que acompanha com preocupação a notícia sobre o afastamento das promotoras Simone Sibílio e Leticia Emile da Força Tarefa criada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) para investigar os assassinatos da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes. As promotoras, que conduzem as investigações desde 2018, supostamente teriam optado voluntariamente pelo afastamento de seus cargos.
A entidade afirma que três anos sem respostas sobre quem mandou matar Marielle e por quê, é tempo demais. Neste período quatro delegados diferentes assumiram a condução das investigações. Os acusados de serem os responsáveis pela execução de Marielle e Anderson, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, ainda não foram jugados pelo Tribunal do Juri.
A Anistia Internacional afirma ainda que toda e qualquer suspeita de que a investigação possa sofrer interferências indevidas deve ser investigada. E exigiu ainda das autoridades responsáveis transparência e respostas sobre a lisura na condução desse processo.
A entidade relembrou que há 130 dias enviou, em conjunto com o Instituto Marielle Franco (IMF), um ofício ao Governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, solicitando uma reunião online e não foi atendida. “É fundamental que as autoridades possam dialogar com as famílias de vítimas de violações de direitos humanos, assim como com as organizações que as apoiam, para que possam demonstrar quais as providências têm adotado, a partir de seus papéis e funções, para garantir que as investigações sejam realizadas segundo os mais altos parâmetros de direitos humanos” finaliza.
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