O prefeito de Manaus, David Almeida, recebeu no último dia 23 de junho a primeira dose da vacina contra a Covid-19. O problema é que David, que tem 52 anos, poderia ter se vacinado 14 dias antes, no dia 09, quando houve início da vacinação para os grupos entre 50 e 53 anos. O Vocativo questionou a prefeitura para saber se o motivo do atraso tinha alguma relação com o tipo da vacina, mas não foi respondido até o momento.
A data da vacinação do prefeito aconteceu seis dias depois da chegada de 37.100 doses do imunizante Comirnaty, fabricado pela Pfizer/BioNtech e dez dias depois do primeiro mutirão de vacinação do estado. Na campanha em massa, a maior parte dos imunizantes utilizados foram a CoronaVac (Butantan/Sinovac) e a Covishield (Oxford AstraZeneca). Ou seja, no momento da vacinação do prefeito, a vacina da Pfizer já estava mais presente nos postos de saúde.
Na ocasião, David explicou que “fez questão de esperar avançar o processo de vacinação em Manaus para enfim dar início ao seu processo de imunização”. A justificativa, no entanto, não encontra respaldo científico, uma vez que a recomendação Plano Nacional de Imunização é que as datas devem ser seguida à risca, sem exceções.
A vacinação aconteceu no posto de imunização instalado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), no Centro de Convenções Studio 5, localizado no Distrito Industrial, zona Sul. David Almeida recebeu a vacina produzida pela empresa americana Pfizer. A segunda dose está prevista para o mês de setembro.
Foto: Ruan Souza / Semcom
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