Bastou um contato e em menos de 24 horas, o Brasil aceitou sediar a Copa América, que seria disputada em 2020, mas passou para este ano em virtude da pandemia da Covid-19. No entanto, há quase um ano, o país desistiu de sediar outra competição ainda mais importante, no caso, a Copa do Mundo Feminina de futebol. O motivo? A mesma pandemia.
Na última segunda-feira (31/05/21), a Conmebol anunciou que a Copa América que seria disputada na Colômbia e na Argentina mudaria de sede, uma vez que os dois países desistiram do torneio em virtude de problemas políticos e da piora nos números da pandemia. O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), no entanto, se prontificou a receber a competição, com aval da Confederação Brasileira de Futebol. No entanto, outro torneio mais importante, a Copa do Mundo Feminina, foi preterida há um ano, justamente por causa da pandemia.
Na dia 08 de junho de 2020, a CBF anunciou a desistência afirmando que “após minuciosa avaliação, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu retirar a candidatura do Brasil à sede da Copa do Mundo Feminina FIFA 2023. Uma combinação de fatores levou a esta decisão, tomada com grande responsabilidade”.
Até aquela data, o país registrara 36.455 mortes e 691.758 casos da doença no total. A média de mortes na época era de 1.200 por dia. Hoje, essa média diária ultrapassa 2.000 óbitos por dia e o país ja soma 16.720.081 casos e 467.706 óbitos no total. E diversos estados como Pernambuco e Paraná estão com suas redes de saúde novamente em colapso, com longas filas de espera por um leito de UTI.
Apesar de contar oficialmente com o apoio do governo federal este ano, em 2020 a situação não era a a mesma. No comunicado em que anuncia a desistência, a CBF aponta ainda que análise da FIFA sobre a documentação da candidatura brasileira considerou que não foram apresentadas as garantias do Governo Federal e documentos de terceiras partes, públicas e privadas, envolvidas na realização do evento.
Foto: Lucas Figueiredo/CBF
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