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Mais de mil cidades ficaram sem vacina esta semana e tendência é piorar

Mais de mil cidades ficaram sem vacinas contra a covid-19 nesta semana. A informação está no levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). O problema foi relatado por 1.002 prefeituras, o que representa 30,5% das 3.287 prefeituras consultadas pela CNM. Outras 1.779, ou 54,1%, não acusaram o não recebimento de vacinas. Na semana passada, 1.270 cidades disseram ter ficado sem vacina contra a covid-19. Outras 506 cidades (15,4%) não responderam.

Ainda conforme a sondagem, 795 municípios disseram não ter recebido a segunda dose da vacina contra a covid-19, ou 79,3% das que afirmaram ter ficado sem imunizantes. Na semana anterior, 1.142 prefeituras relataram essa situação.

Do total de cidades sem a segunda dose, 767 ficaram sem a CoronaVac e 100 sem a segunda dose da Oxford/AstraZeneca. Outras 400 prefeituras (39,9%) responderam ter ficado sem a primeira dose para aplicação na população.

Nessa edição, a CNM incluiu uma nova pergunta sobre a presença de câmara fria para armazenamento do imunizante da Pfizer. Entre as administrações municipais consultadas, 1.453 (44,2%) disseram ter a estrutura, enquanto 1.303 (39,6%) não possuem o aparelho. Das prefeituras ouvidas, 420 disseram ter intenção de adquirir o equipamento.

Insumos

O risco de ficar sem medicamentos do kit intubação foi manifestado por 535 cidades, o equivalente a 16,3% das consultadas. No levantamento anterior, o índice era de 18,3%. Esse problema foi apontado sobretudo em municípios pequenos e médios. O kit é composto de remédios usados no uso de suporte ventilatório de pacientes com a covid-19, como anestésicos e neurobloqueadores.

Vacinas

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) prevê receber nas próximas semanas quantidades da matéria-prima da vacina contra covid-19 menores que sua capacidade produtiva. Em uma reunião da Comissão de Enfrentamento à Covid-19 da Câmara dos Deputados realizada nesta quinta-feira (20), o vice-presidente de Produção e Inovação da fundação, Marco Krieger, avaliou que isso causará novas “pequenas interrupções” da produção como a ocorrida nesta semana. 

Krieger explicou aos deputados que atrasos na importação do ingrediente farmacêutico ativo da vacina Oxford/AstraZeneca no início do ano fizeram com que as remessas chegassem em maior número entre março e abril, permitindo uma produção mais acelerada. Segundo a Fiocruz, Bio-Manguinhos chega a fabricar 1 milhão de doses por dia.

Mesmo com a normalização do cronograma de entregas no mês de maio e a previsão do desembarque de dois carregamentos em junho e dois em julho, a quantidade de IFA que deve chegar por mês não será suficiente para manter as linhas de produção em funcionamento ininterrupto.

A Fiocruz interrompeu ontem a produção de Bio-Manguinhos até a chegada e o descongelamento da próxima remessa de IFA, prevista para sábado (22). A retomada da fabricação da vacina deve ocorrer só na próxima terça-feira (25), o que vai impactar as entregas em duas semanas de junho.

Segundo Krieger apresentou aos deputados, a Fiocruz mantém uma média semanal de mais de 4,8 milhões de doses entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Com a paralisação da produção na quinta, sexta e sábado desta semana, a entrega prevista para a semana de 7 a 12 de junho deve cair para 2,8 milhões de doses.

Como a previsão é de que a interrupção atual também afete a segunda-feira da semana que vem (24), Krieger projeta que isso reduzirá para 4,5 milhões de doses a entrega da semana de 14 a 18 de junho.

Impacto

O impacto de uma parada na fábrica de vacinas nas entregas ao PNI se dá apenas semanas depois porque as doses produzidas passam por um processo de controle de qualidade que dura cerca de quatro semanas. Neste momento, a Fiocruz já produziu 50 milhões de doses, porém só vai atingir hoje as 36 milhões de vacinas entregues. As demais continuam em processo de checagem para garantir sua segurança e eficácia.

Segundo o cronograma, a entrega desta semana e as das próximas duas já estão garantidas pela produção realizada anteriormente. Está prevista para hoje a liberação de 5,3 milhões de doses. Na semana que vem, serão mais 4,9 milhões, e, na semana encerrada em 5 de junho, 5,1 milhões. 

O IFA que chegar amanhã à Fiocruz vai garantir a produção de mais 12 milhões de doses, cuja entrega ao Programa Nacional de Imunizações terminará somente em 3 de julho, para quando a Fiocruz prevê que já terá entregue 62 milhões das 100,4 milhões de doses previstas na primeira fase de produção.

Com informações da Agência Brasil. Foto: Lucas Silva/Secom-AM


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