A Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), anunciou nesta sexta-feira (14/05) que vai suspender a produção de doses da Covishield, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca e que atualmente é usada no Brasil. O motivo é a falta de insumos vindos da China. Alegando o mesmo motivo, o Instituto Butantan anunciou nesta sexta que a outra vacina em uso no Brasil, a CoronaVac também terá sua produção suspensa.
Nas últimas semanas, o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) e o ministro da economia, Paulo Guedes, mesmo sem qualquer prova ou evidência, afirmaram que a China criou o novo coronavírus. O chefe da nação inclusive insinuou que os chineses estariam em guerra biológica com o planeta.
Não é a primeira vez que incidentes como estes acontecem. Em 2020, os ex-ministros da educação, Abraham Weintraub e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, também fizeram acusações sem provas contra a China, além do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.
Segundo a Fiocruz, o país receberá, no dia 22 de maio, mais uma remessa de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para a produção da Covishield. Outra remessa segue prevista ainda para maio, programada para o dia 29. A quantidade de IFA já disponível na Fiocruz sustentará a produção até meados da próxima semana, garantindo as entregas até a primeira semana de junho. Com as novas remessas, as entregas das três primeiras semanas de junho também estarão asseguradas.
Para esta sexta-feira (14/5), está prevista a entrega de mais 4,1 milhões de doses da vacina Covid-19 Fiocruz ao Ministério da Saúde, totalizando 34,3 milhões de vacinas disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), o equivalente a mais de 40% dos imunizantes para a Covid-19 disponíveis no país.
Até chegada do IFA no dia 22, haverá uma interrupção na produção de alguns dias na próxima semana. Caso haja algum impacto nas entregas, ele será avaliado e comunicado mais à frente. O cronograma de entregas permanece semanal, sempre às sextas-feiras, conforme pactuado com o Ministério da Saúde, seguindo a logística de distribuição definida pela pasta. A partir daí, a produção é incerta.
Foto: Lucas Silva / Secom-AM
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