Entretenimento

Inscrições abertas para oficinas do Festival de Circo Lona Aberta

A programação traz temas voltados para palhaçaria, universo feminino, LGBTQIA+ e comicidade preta

Entre os dias 21 e 25 de abril, o Festival de Circo Lona Aberta vai realizar oficinas com temas voltados para palhaçaria, universo feminino, LGBTQIA+ e comicidade preta. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até domingo (18/04), no site da Cacompanhia de Artes Cênicas (cacompanhia.com).

O projeto foi contemplado no edital Prêmio Feliciano Lana, que faz parte das ações emergenciais da Lei nº 14.017/2020, conhecida como Lei Aldir Blanc, operacionalizada no Estado através do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

Segundo Jean Palladino, coordenador do festival, a programação paralela contempla os eixos temáticos da primeira edição do Lona Aberta, que vão de encontro com as necessidades de formação dos artistas circenses da cidade. Ele destaca que as oficinas foram adaptadas para o virtual, com carga horária de três horas e vão acontecer todas as manhãs, a partir das 9h, por meio da plataforma Zoom.

“São oficinas específicas e provocadoras que podem alimentar cada vez mais esse movimento circense no norte”, afirma o idealizador do projeto. “Priorizamos uma programação diversa, desde números tradicionais a propostas de circo contemporâneo, bem como de diversas regiões do País, promovendo assim uma pluralidade de estéticas e propostas”.

Programação – A primeira oficina, no dia 21, traz o tema “Palhaço Latinoamericano”, sobre a construção do personagem e técnicas do riso, sem limite de participantes, no entanto, a faixa etária indicada é de 16 anos. No comando da atividade vai estar o argentino Palhaço Tomate, de Victor Avalos, comediante e balloon showman.  

Através do uso de balões, Tomate cria instrumentos, personagens e dispositivos para falar de tipos sociais e cenas comuns do cotidiano.

No dia 22, é a vez da “História do circo e comicidade por uma perspectiva trans”, com 10 vagas disponíveis para um debate sobre a história e dramaturgia do circo e da comicidade a partir de uma perspectiva crítica e questões de subalternização de corpos marginalizados e as opressões estruturais que os atravessam. A faixa etária é de 14 anos.

No dia 23, com orientação de Vanessa Rosa e Terreiros do Riso, a oficina “Laroyê Mojúbà: O Riso Pede Passagem” aciona a memória e a força do imaginário cultural afro diaspórico em diálogo com a luta anLrracista negra, o aprendizado e fortalecimento de saberes tradicionais afro-orientados, sendo o riso e a alegria saberes de luta, resistência, denúncia e celebração. A atividade tem vaga para 17 participantes, com idade a partir de 16 anos.

No dia 24, acontece o “Workshop Jogos On-line de Palhaçaria Feminista”, com Circo di SóLadies, Kelly Lima, Tatá Oliveira e Verônica Mello, que vão receber 20 participantes, na faixa etária de 16 anos. O encontro vai contar com jogos de palhaçaria e estudos feministas.

Para encerrar, tem o “Lab Bambu – Jogo das Formas em Cena On-line”, que oferece a experiência de criar formas de baixa complexidade e explorar possibilidades de interação do corpo com formas. Na atividade, com limite de 20 vagas, o participante vai aprender a criar uma forma em maquete e construir esta forma em tamanho real, utilizando técnicas básicas.

Com a orientação de Poema Mühlenberg, da Cia Nós No Bambu, vão ser feitos aquecimentos e compartilhadas metodologias de criação de material coreográfico com a forma desenvolvida. Os participantes, com idade a partir de 16 anos, vão transpor técnicas corporais e conhecimentos do jogo cênico para as formas.

Para a ocasião, são necessários materiais como quatro palitos de churrasco ou quatro lápis do mesmo tamanho ou quatro gravetos retilíneos, fita crepe estreita ou fita durex estreita ou fita isolante estreita, quatro pedaços de bambu de, aproximadamente, 1,5m de comprimento ou quatro galhos de árvore ou quatro cabos de vassoura, além de barbante e tesoura.

Poema Mühlenberg, multiartista brasileira, atua como circense, produtora, designer, diretora, coreógrafa e artesã bambuzeira. Idealizadora da Cia Nós No Bambu, há 18 anos pesquisa a Arte Corpo Bambu – movimento expressivo com instrumentos acrobáticos artesanais de bambu.

Lona Aberta – Em sua primeira edição, Lona Aberta vem com cinco noites temáticas, com um grupo convidado de cada eixo. Para as ações formativas estão cotados vídeos de 15 minutos, com tutoriais de malabares, parada de mão, mágica para iniciantes, confecção de aparelhos circenses com material reciclado e maquiagem circense, que serão postados diariamente no IGTV e no canal da Cacompanhia no Youtube (@cacompanhia).

Foto: Divulgação

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: