A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve nesta terça-feira (14) a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) que impediu Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada contra o presidente Jair Bolsonaro, de conceder entrevistas. Adélio está preso na Penitenciária Federal em Campo Grande. A sessão foi realizada por videoconferência.
O caso chegou ao STF por meio de um recurso da Revista Veja, que pretende entrevistar Adélio desde 2018. A autorização para realização da entrevista foi negada devido ao reconhecimento de que o acusado tem transtorno mental.
Ao julgar o caso, por 3 votos a 1, os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cármen Lucia também acrescentaram que a decisão também deve ser mantida por questões processuais. Edson Fachin divergiu e votou favor da liberação da entrevista por entender que não pode ocorrer restrição ao trabalho da imprensa.
Em junho do ano passado, o juiz Bruno Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora (MG), absolveu Adélio Bispo pela facada. A decisão foi proferida após o processo criminal que o considerou inimputável por transtorno mental.
Conforme denúncia feita pelo MPF e aceita pela Justiça, o acusado colocou em risco o regime democrático ao tentar interferir no resultado das eleições por meio do assassinato de um dos concorrentes na disputa presidencial.
A Justiça Federal em Juiz de Fora (MG) decidiu em maio de 2019 considerar inimputável Adélio Bispo, autor do ataque a faca contra o presidente, Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral do ano passado. A decisão foi proferida a partir de uma ação para comprovação de insanidade mental protocolada pela defesa do acusado. A defesa de Adélio afirma que ele agiu sozinho e que o ataque foi apenas “fruto de uma mente atormentada e possivelmente desequilibrada” por conta de um problema mental.
Com informações e foto da Agência Brasil
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