O Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou nota na manhã desta segunda (23) ond faz críticas à Medida Provisória 927 do presidente Jair Bolsonaro, que dentre outras medidas, permite a suspensão dos contratos de trabalho sem remuneração por 4 mess.
O órgão afirma “compreender o estado de calamidade vivido pelo país e pelo mundo, mas vê com extrema preocupação medidas que ao reverso de manterem o fluxo econômico em mínimo andamento mesmo em meio à crise, interrompem abruptamente a circulação de recursos e expõe uma gama enorme da população a risco iminente de falta de subsistência”, afirma o texto.
De acordo com o MPT, o presidente está equivocado ao imaginar um plano de capacitação, na forma do artigo 18 da MP, em que o trabalhador ficará por 4 (quatro) meses em capacitação sem receber para tanto qualquer espécie de remuneração ou aporte assistencial por parte do aparato estatal. “Em linhas gerais, tem-se um permissivo geral para a suspensão do contrato de trabalho, sem qualquer tipo de remuneração ou indenização para o trabalhador, o que além de tudo, acelera a estagnação econômica”, alerta.
O Ministério Público do Trabalho também criticou a ausência dos sindicatos na elaboração de medidas econômicas. O orgão afirmou que “vê com preocupação a não participação das entidades sindicais na concepção de medidas e a permissão de que medidas gravosas sejam feitas sem a sua participação”.
A instituição termina a nota afirmando que a proteção ao trabalhador deve ser aumentada “Em meio a uma crise de saúde, a instituição entende paradoxal e equivocado excepcionar justamente o cumprimento de normas de saúde e segurança laboral, que ao reverso deveriam ser reforçadas, evitando mais perdas de vidas em um cenário tão adverso”, finalizou.
Descubra mais sobre Vocativo
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

