Entretenimento

Análise – Thor: Ragnarok

Demorou mas finalmente temos um filme da Marvel que apresenta uma boa dose de ousadia e desprendimento. Nada de muito exagerado, mas em se tratando de Marvel Studios, já é alguma coisa.

O terceiro filme do Deus do Trovão chegou aos cinemas neste final de semana cercado de desconfiança. Afinal, de todas as franquias do Marvel Studios, Thor é, sem dúvida, a de menor impacto nas bilheterias. Como os trailers estavam recheados de humor, havia o receio de um filme completamente escrachado. Felizmente não é o que temos.

Embora as tiradas ainda estejam lá, elas não tiram o foco da ação e do desenvolvimento dos personagens, feito de forma surpreendentemente bem para um blockbuster desse nível. Como ficou claro nos materiais de divulgação, os efeitos e a fotografia do filme são deslumbrantes, remetendo de imediado ao desenhista Jack Kirby.

Como sempre, o problema dos filmes da Marvel são os vilões. Cate Blanchett interpreta a primeira e mais ameaçadora vilã desse universo até aqui, mas faz isso com uma atuação básica. Não chega a ser uma atuação ruim, mas para uma atriz desse nível, fica a sensação de que poderia ter sido melhor. O Executor de Karl Urban é ainda mais estranho. Ele fica isolado na trama e passa a sensação de que se fosse excluído ninguém daria falta. Mas nada que atrapalhe a diversão.

Outro receio dos fãs era que a produção fosse um simples prelúdio para o grande evento da Marvel nos cinemas, que será Vingadores: Guerra Infinita e sua sequência, que serão lançados em maio de 2018 e 2019.  Não é o caso também.

Claro que há muitos eventos no filme que poderão ser explorados no futuro. O protagonista, por exemplo, vai sofrendo transformações significativas que o restabelecem dentro desse universo. O mesmo acontece com Loki, Valkíria e Hulk, que também passam por mudanças interessantes. O gigante esmeralda, por sua vez, ganha espaço e um curioso dilema para ser desenvolvido na falta de acordo para um filme solo seu.

O ponto positivo de Thor: Ragnarok é haver um sentido pra ele. Se o universo é compartilhado, então os filmes servem pra desenvolver os personagens. É muito bom sair da sala de cinema com a sensação de ter visto uma história andando e não apenas mais um filme baseado em quadrinhos. Exatamente por isso eu recomendo.

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